Equipe de Perícias Criminalísticas de Marília protagoniza salvamento de motociclista
Graças ao preparo e rapidez dos profissionais, uma vítima de acidente de trânsito sobreviveu mesmo apresentando hemorragia grave

Acostumados a chegar nos locais após as ocorrências, dois profissionais do Instituto de Criminalística (IC) de Marília, da Superintendência de Polícia Técnico-Científica (SPTC), tiveram um dia de trabalho totalmente diferente na virada do ano. Na ocasião, um perito criminal e um fotógrafo técnico-pericial salvaram um motociclista que sofreu um acidente de trânsito e apresentava grave hemorragia.

O salvamento ocorreu no 1º dia de Janeiro, no momento que a dupla, pertencente à Equipe de Perícias Criminalísticas de Marília, se deslocava para atender outra ocorrência, no bairro Maracá. Para chegar ao local, os profissionais precisaram passar pelo Distrito Padre Nóbrega e, durante o percurso, na avenida Sampaio Vidal, foram avisados por um motorista sobre um acidente de trânsito logo a frente, envolvendo um motociclista.

No local indicado, os dois policiais encontraram a vítima no chão, com parte da perna quase que separada do corpo, e a motocicleta do outro lado, após uma colisão contra uma caçamba. 

“Ele estava ensanguentado, com uma hemorragia grave devido ao ferimento na perna. Liguei para o Samu e tirei o meu cinto para fazer um torniquete e estancar o sangramento até a chegada do resgate. Enquanto isso, meu colega cuidou do bloqueio da via e afastamento de moradores que começaram a se aglomerar no local”, relembrou o perito Glauber Hiroshi Nomada Oliveira.

De acordo com o perito, nenhum morador conhecia a vítima e o motociclista, em choque, não conseguia dizer seu nome. Em pouco minutos, o socorro chegou e ele foi levado para um hospital e os dois policiais só ficaram sabendo do desfecho da sua atuação um mês depois.

“Depois de um pouco mais de um mês, o motociclista foi até o Instituto Médico Legal (IML) da cidade e perguntou da nossa equipe. Ele teve a perna amputada, mas mesmo assim ficou muito agradecido pelo atendimento que recebeu. Segundo ele, a equipe do resgate disse que o primeiro atendimento que demos foi importante para mantê-lo vivo”, contou Glauber.

O perito criminal está há três anos na SPTC e destacou que o salvamento realizado foi algo totalmente inusitado para o seu dia a dia na profissão. “Foi muito bom e gratificante. A gratidão dele [motociclista] não tem preço que pague”, destacou.

O fotógrafo técnico-pericial José Reselli Júnior, que também atuou na ocorrência, já está há 10 anos na Instituição. Ele já protagonizou outros salvamentos no passado, mas ressaltou que, neste caso, o pagamento veio quando soube que o motociclista estava vivo.

A técnica de primeiros socorros faz parte do curso de formação dos profissionais e, de acordo com eles, esse conhecimento foi essencial para o salvamento da vítima.Nathalia Pagliarini

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