Operação da Policia Civil desarticula quadrilha que desviou mais de R$ 13 milhões de banco

A Polícia Civil realizou, ao longo desta segunda-feira (13/07), a Operação Argentarii para cumprimento de mandados de prisão e de busca apreensão. As atividades foram deflagradas em cinco municípios distintos nos Estados de São Paulo e Paraná

A ação – cujo nome faz referência ao período romano, onde os banqueiros eram os profissionais de depósitos, realizavam a coleta do dinheiro, guardavam e os emprestava outros clientes – contou com o empenho 71 policiais do Departamento de Polícia Judiciária do Interior (Deinter 8).

As apurações foram iniciadas em 2017, pela Delegacia de Euclides da Cunha Paulista, e concluídas pela 1ª Delegacia de Investigações Gerais (DIG), da Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) da região de Presidente Prudente.

Durante as atividades, deflagradas nas cidades de Monte Castelo, Tupi Paulista, Osvaldo Cruz e São João do Pau D’Alho, em São Paulo; e em Umuarama, no Paraná, foram apreendidos mais de 4,5 milhões em bens frutos dos ilícitos, que estão em nome dos integrantes da organização.

Também foram recolhidos diversos contratos sociais e documentos relacionados, treze carros, três caminhões, além de ter sido determinado o embargo de cinco imóveis e o bloqueio de valores em contas corrente dos envolvidos pelo Banco Central.

Durante a ação, também foram apreendidos R$ 505.850,00 em espécie, no imóvel de um contador de Tupi Paulista. Ao todo, 12 pessoas foram presas e serão encaminhadas para unidades prisionais da região – Cadeias Públicas de Presidente Venceslau e de Adamantina.

Modus operandi

As equipes constataram um esquema criminoso voltado à obtenção fraudulenta de empréstimos bancários e lavagem de dinheiro, os quais eram concedidos a empresas fantasmas, compostas por “laranjas”. O grupo contava com a participação de um gerente geral de agência bancária (demitido) e um contador para a organização burocrática.

Além disso, ainda havia a participação de vários empresários que adquiriam empresas inativas, promoviam as alterações de seus quadros societários e objetos sociais, transformando-as em empresas transportadoras e após comprovarem falsamente rendimento milionário em nome das empresas fantasmas, obtinham empréstimos bancários de valores exorbitantes.

Os empréstimos eram aprovados de maneira também fraudulenta pelo então gerente, sendo que os prejuízos à instituição financeira ultrapassam R$ 13 milhões. Um dos integrantes da quadrilha ainda se fazia passar por delegado de Polícia Federal, aplicando outros golpes, alguns deles praticados em detrimento de outros comparsas, o que ainda segue sob investigação.

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