Tragédia em Taguaí é uma das maiores dos últimos 22 anos nas rodovias de São Paulo

O trágico acidente entre um Ônibus e uma Carreta, ocorrido na manhã desta quarta-feira 25/11, em Taguaí, 80 km de Avaré, é um dos mais grave já registrado nos últimos 22 anos nas rodovias do estado. Em setembro de 1998, um outro acidente envolvendo dois ônibus, uma carreta um caminhão-tanque culminou na morte de 55 pessoas na rodovia Anhanguera, região de Araras, a 170 km da capital.

A tragédia de hoje ocorreu por volta das 6h30 no km 172 da Rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, que liga o município de Taquarituba à Taguaí, um ônibus da empresa Star bateu em caminhão (bitrem) carregado de esterco, causando a morte de 41 pessoas. Os passageiros, trabalhadores, grande parte mulheres, seguiam para uma indústria de confecção instalada em Taguaí, onde a maioria trabalhava há anos. O ônibus ficou completamente destruído; a carreta teve a cabine totalmente destruída e foi parar a cerca de 50 metros do local, parando em uma área de cultivo rural.

Até a publicação dessa matéria 15 corpos ainda não foram identificados. A falta de documentos dificulta a identificação segundo o coronel Walter Nyakas Júnior, coordenador da Defesa Civil paulista. Das 41 vítimas do acidente, 21 corpos já foram liberados. O trabalho de identificação continua no IML em Avaré, para onde todos os corpos foram trazidos.
Em Itaí, famílias inteiras estão em luto, assim como a cidade; a maioria dos trabalhadores era da cidade. Os velórios serão realizados em dois ginásios municipais. Serão oito velórios a cada duas horas, fechado ao público, por causa da pandemia.
Informações atualizadas apuram que o motorista do caminhão morreu, mas um ajudante dele sobreviveu e já foi liberado inclusive.

O motorista do ônibus está internado em estado grave. Na verdade, o número de sobreviventes é de doze. Destes, cinco foram transferidos – dois para o Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu e outros três para a Santa Casa de Avaré.
Segundo postagem do portal UOL, o motorista do ônibus disse a um investigador que o freio do veículo falhou. Segundo ele, um outro ônibus freou bruscamente à sua frente, fazendo-o ter que desviar e invadir a pista de sentido contrário. Nessa manobra, teria batido no caminhão. A delegada Camila Rosa Alves afirmou que numa apuração preliminar indica falha humana.
A empresa Star, responsável pelo transporte dos funcionários, trafegava clandestinamente segundo a Artesp e já teria sido multada duas vezes por transportar estudantes em Avaré. A empresa têxtil informou que o ônibus era uma espécie de ‘lotação’ contratada pelos próprios funcionários, sem ligação direta com a empresa.
(fontes: InFoco, R7, UOL, G1 e CNN)

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